
Apagando as Pegadas
As convenções sociais separam Jose Mário e Lucineide. Meio século depois o forasteiro retorna a sua terra atrás do que perdera na longínqua distância. Na busca do seu passado encontra um presente que jamais imaginou. O tempo é senhor da história que reserva surpresas incríveis. O que terá acontecido com eles?
Numa tarde nebulosa
De melancólico inverno,
Um ônibus enlameado,
Como se viesse do inferno,
Atravessa um nevoeiro,
Trazendo um homem de terno.
Enfim, Areia dourada!
Defronte a rodoviária,
A viagem então se finda.
A figura solitária,
Faz uma cara de dor,
Por culpa da coronária.
O passageiro que apeia
É um homem já idoso,
Com o terno amarrotado.
Negro de porte garboso,
Andava sob a neblina,
Com o passo cauteloso.
...
Desse cenário remoto,
Volta os olhos ao presente,
Mas em outra dimensão,
Ao tempo indiferente.
Forasteiro é sempre aquele
Que passa a vida ausente.
...
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